BB financiará 220 mil unidades até 2014
Banco diz que dos 56 milhões de clientes, 53 milhões estão aptos a esse a financiamento
O mercado imobiliário de São Paulo está satisfeito com o ingresso das instituições públicas no financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida. Na sede do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), os dirigentes do Banco do Brasil apresentaram estratégias para operar com mais agilidade o programa, além de mostrar aprimoramentos na área de crédito imobiliário, a fim de dar mais eficiência ao programa e, com isso, mais fôlego à Caixa Econômica Federal.
"Pretendemos financiar, até 2014, algo em torno de 184 mil unidades na faixa 1 (até 3 salários mínimos) do Minha Casa, Minha Vida. Esse montante, somado aos produtos das faixas 2 e 3 (de 3 a 10 salários mínimos) do programa, deverá superar as 220 mil unidades no mesmo período", afirmou diretor de Crédito Imobiliário do Banco do Brasil, Gueitiro Matsuo.
Fidelização
De acordo com Matsuo, as premissas do plano de negócios do Banco do Brasil para o financiamento habitacional foram construídas por meio das inúmeras consultas feitas ao mercado imobiliário durante os últimos anos.
"Constatamos, por exemplo, que o cliente da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida será o nosso "pré-sal" daqui a uns 4 e 5 anos, pois o crédito imobiliário fideliza os clientes", disse. Ou seja, "o programa vem ao encontro das estratégias de negócios do Banco do Brasil, ou seja, popularizar o crédito e privilegiar os nossos clientes", afirmou. Dos 56 milhões de clientes do Banco do Brasil, 53 milhões estão aptos a esse tipo de financiamento.
Um Centro de Serviço Imobiliário (CSI) e mais cinco plataformas de atendimento com um técnico negocial em cada uma delas, todos sob a regência de uma diretoria imobiliária centralizada em São Paulo, garantirá que clientes e empresários acessem o crédito necessário a partir do tripé "simplicidade, agilidade e comunicabilidade".
"Esses três pilares estão sustentados por sistemas inteligentes, amigáveis, e que não param de trabalhar aos finais de semana e feriados", completou o diretor.
Estratégia
Para o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, o crédito imobiliário se tornou ação estratégica dos bancos. Ele reconheceu os esforços do banco para atuar com vigor no Minha Casa, Minha Vida, que precisa de ajustes nas faixas de valores, principalmente em grandes capitais como São Paulo. "O Banco do Brasil atuando no financiamento de todas as faixas traz promissoras perspectivas e contribui com o crescimento sustentável do país. É estratégico ter mais um agente financeiro público no programa", opinou...
Fonte: Monitor Mercantil
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quarta-feira, 28 de março de 2012
SP: valor médio de imóvel vendido atinge R$ 400 mil em 2011
O valor médio dos imóveis vendidos nos principais bairros do centro expandido de São Paulo em 2011 foi de R$ 400 mil, contra R$ 350 mil em 2009 e 2010, de acordo com levantamento da imobiliária Lello. Conforme a empresa, o número de imóveis usados vendidos cresceu 19% em 2011 na comparação com 2010...
Fonte: Terra Brasil
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segunda-feira, 26 de março de 2012
Aluguel mais que dobra na cidade de São Paulo, dependendo da região
SÃO PAULO - O valor do aluguel na cidade de São Paulo, (dependendo da região, pode ficar até 126,88% mais caro, segundo levantamento divulgado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) nesta quarta-feira (21), com dados referentes a fevereiro deste ano.
Este é o caso, por exemplo, dos imóveis de três dormitórios. Para este tipo de moradia, a região Leste zona B, que contempla bairros como Brás, Itaquera e Vila Matilde, por exemplo, possui os menores valores de aluguel de imóveis em bom estado, de R$ 13,54 o metro quadrado.
Na região Sul zona A, que contempla bairros como Aclimação, Higienópolis, Itaim e Jardins, por outro lado, foram encontrados os maiores valores de locação para estes imóveis, de R$ 30,72 o metro quadrado.
Diferenças
Para se ter uma ideia, em fevereiro, quem quisesse alugar uma unidade de três quartos, com 90 metros quadrados, por exemplo, desembolsaria cerca de R$ 1.218,60 na região Leste zona B e R$ 2.764,80 na região Sul zona A.
No caso dos imóveis de dois dormitórios (com 70 m2), a diferença nos preços atinge 111,75%. O menor valor verificado no primeiro mês deste ano de 2012 foi novamente na região Leste zona B, onde o valor médio do aluguel chegou a R$ 1.054,90. Já o maior valor, de R$ 2.233,70, também foi verificado na região Sul zona A.
No caso de um imóvel com um dormitório (com 55 m2), também em bom estado e considerando os preços máximos, pode-se verificar uma diferença de 123,75% no valor do aluguel, sendo o menor de R$ 824,45 (zona Leste B) e o maior, de R$ 1.844,70 (zona Sul A).
Valor por região
Na tabela a seguir, é possível verificar o preço máximo do aluguel de imóveis em bom estado de um, dois, três e quatro dormitórios na cidade de São Paulo. Os preços estão divididos por zonas e consideram tamanhos específicos de propriedades:
Fonte da notícia: Info Money
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sexta-feira, 23 de março de 2012
Vai alugar um imóvel? Saiba o que exigir do proprietário
SÃO PAULO - Todo inquilino sabe que tem algumas obrigações a cumprir durante o tempo em que ocupar o imóvel, como pagar em dia o aluguel e entregá-lo em boas condições.
Mas o locatário também tem suas obrigações, como entregar o imóvel em condições de uso. Porém, o locador precisa se certificar de que todas as manutenções necessárias foram feitas no imóvel, antes de se mudar.
As despesas fixas, como água, luz e condomínio podem se tornar uma dor de cabeça para o locador, caso não estejam sendo pagas.
De acordo com o gerente de Marketing da Primar Administradora de Bens, Carlos Samuel Silva Freitas, o inquilino pode solicitar ao proprietário ou administradora os comprovantes de que as despesas fixas estão sendo pagas, caso o inqulino não as pague diretamente. “No caso do condomínio, se o locatário estiver inadimplente, o locador poderá ser privado de usufruir algumas áreas do condomínio, como a piscina”, comenta.
Outra recomendação importante é solicitar a vistoria do imóvel, que, segundo Freitas, poderá ser feita pelo próprio inquilino. O laudo é feito em duas cópias, ficando uma com cada uma das partes. “É importante deixar claro que, quando o inquilino entra no imóvel, ele tem mais direitos que o proprietário”, afirma.
Vício oculto
Segundo Freitas, alguns problemas só são percebidos depois que o inquilino está morando no imóvel. “Neste caso, o inquilino deve comunicar o problema ao proprietário ou administradora para resolver a questão da melhor maneira”, explica.
Porém, o diretor deixa claro que a lei do inquilinato prevê que as despesas com manutenção por causa do uso do imóvel são de responsabilidade do inqulino. “Por exemplo, se houve um problema na válvula da descarga, mas, no ato da entrada do inquilino, ela funcionava perfeitamente, ele pagará pelo conserto. Já se o problema não for a válvula, mas o sistema de encanamento, a responsabilidade é do proprietário”, explica Freitas.
Caso ocorra uma infestação de cupins, no caso de móveis embutidos, a responsabilidade é do proprietário, se a infestação tiver começado antes da entrada do inquilino, e do locatário, se os insetos tiverem aparecido depois...
Fonte: Info Money
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IR 2012: especialista responde dúvidas sobre declaração de imóveis
Até o dia 30 de abril é esperado a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2012 (ano-base 2011) de 25 milhões de contribuintes. Porém, muitos ainda têm dúvidas sobre como declarar seu imóvel. Para isso, o advogado João Bosco Brito, assessor jurídico da AMSPA - Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, esclarece alguns dos questionamentos.
De acordo com a Receita Federal, até agora mais de 3,2 milhões de pessoas já haviam entregue sua declaração ao Leão. Muitos dos que não enviaram seus dados à Receita estão com dúvidas sobre como especificar o seu imóvel ao IR. Para evitar que o mutuário caia na malha fina, assessor jurídico da AMSPA - Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências o advogado João Bosco Brito esclarece detalhes importantes para declarar o bem sem dor de cabeça.
Na compra do imóvel em 2011 como declará-lo no Imposto de Renda?
AMSPA: Todas as aquisições de imóveis em 2011 devem constar da declaração do Imposto de Renda. Na “Declaração de Bens e Direitos”, o mutuário deve incluir todos os detalhes sobre a propriedade, como endereço, metragem, entre outros e informar apenas o valor pago no ano vigente. Mas se o bem foi adquirido nos anos anteriores, basta importar a declaração antiga.
Também não deve esquecer-se de informar o quanto pagou, no ano de 2011, de parcelas e prestações na compra do imóvel financiado e indicar o(s) credor(es) com o CNPJ e o saldo devedor. São informações valiosas para demonstrar que o imóvel não foi comprado à vista o que geraria no aparecimento de rendimento bem maior.
Qual valor deve ser declarado para o imóvel?
AMSPA: Se o imóvel foi adquirido após 1988, os custos de acréscimos da obra deverão constar da declaração, ou seja, reformas de ampliação da casa e benfeitorias dentro imóvel, juntamente com preço da propriedade é o que consta da escritura. Esses dados devem ser inserido na coluna “Discriminação”. É importante descrever a reforma e o valor gasto, como também guardar todos os recibos e notas fiscais por cinco anos, para a comprovação do custo da obra. Sempre observando que esses valores declarados devem estar dentro do limite das “rendas líquidas” dos anos anteriores e do ano-base.
Para os imóveis adquiridos a partir de janeiro de 1996, o aconselhável é utilizar como referência os dados da escritura na “Declaração de Bens e Direitos”.
Como proceder se houve a utilização do FGTS para quitar ou comprar um imóvel?
AMSPA: Nos casos da utilização do FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, seja para quitar ou comprar a casa, o valor deve ser colocado em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. Como também deve ser deduzido na ficha “Bens e Direitos”. É necessária a sua inclusão para a comprovação do aumento do patrimônio do contribuinte.
No caso da pessoa física que vendeu a casa e não conseguiu comprar outro imóvel no prazo de 180 dias?
AMSPA: Na declaração do IR, essas informações devem ser especificadas no campo “Ganhos de Capital”. Na ficha deverá conter o valor da venda, o nome do comprador e a data da transação, além do valor do bem informado na declaração anterior para calcular o ganho efetivo. Se a venda tiver ocorrido antes período de 180 dias, o contribuinte ficará isento de imposto pela transação. Caso contrário, deverá recolher o imposto acrescido da taxa Selic e 1% de juros de mora. Também está incluso na declaração, se o valor do imóvel comercializado for superior a R$ 440 mil, com isso será acrescido alíquota de 15%. Além disso, se houver lucro na venda e o dinheiro ganho com a transação não for utilizado para comprar de um novo imóvel haverá incidência do IR.
Como proceder em situações em que o saldo devedor do financiamento do imóvel é quitado em decorrência de invalidez permanente ou falecimento do mutuário?
AMSPA: O valor não deve ser tributado no Imposto de Renda já que no contrato na compra da propriedade estão garantidos tanto os seguros “Morte e Invalidez Permanente” (MIP) como o de “Danos Físicos ao Imóvel” (DFI). Para isso informe na ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis” o valor pago da apólice pela seguradora. Já na ficha “Bens e Direitos” deve constar o valor somado do saldo anterior das parcelas quitadas ao do saldo devedor pago pela seguradora.
Na hipótese em que o mutuário comprou o imóvel por meio do contrato particular ou de gaveta, como a transação deve ser declarada?
AMSPA: Esse tipo de contrato é válido para comprovar a aquisição. Junte o valor do contrato na “Declaração de Bens e Direitos”, inclusive do imóvel comprado na planta.
De que modo fazer a declaração do IR de imóveis comprados por meio de consórcio?
AMSPA: Para fazer a declaração do IR de imóveis adquiridos por meio de consórcio há duas formas: se a propriedade foi contemplada em 2011 deve-se inserir os dados no código 95 da “Ficha Bens e Direitos”. Nela deve ser discriminar o bem recebido, seus dados e do consórcio. Se não for contemplado, mesmo assim o contribuinte deverá informar à Receita o valor investido no consórcio.
Como declarar bens recebidos por herança?
AMSPA: Nessas situações, a declaração deve ser feita em nome da pessoa falecida, utilizando os dados da última declaração realizada por ela, ou indicar o valor que está na partilha. Também devem ser informados os dados e a forma de aquisição da propriedade, além de indicar a parte que cabe a cada um dos familiares na partilha. Essas informações devem constar na coluna “Discriminação”.
SERVIÇO:
Pioneira na proteção dos direitos dos donos de imóveis, a AMSPA foi criada em julho de 1991, pelo mutuário João Bosco Brito, com objetivo defender os mutuários contra os abusos de construtoras, cooperativas e instituições financeiras em assuntos relacionados à aquisição da casa própria.
A Associação dos Mutuários atende 18 mil associados na região de São Paulo e adjacências, proprietários com os mais variados tipos de financiamento habitacional, entre eles: SFI – Sistema Financeiro Imobiliário; SFH – Sistema Financeiro da Habitação; COHAB – Companhia Metropolitana de Habitação; CDHU - Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano; PAR – Programa de Habitação Popular; além de contratos diretos com construtoras; cooperativas habitacionais e Carteira Hipotecária...
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terça-feira, 20 de março de 2012
Como vender a sua casa em tempos de crise
Com cada vez mais casas à venda e, ao mesmo tempo, menor procura, há alguns aspectos que podem ajudar a acelerar a venda.
Os momentos são difíceis para quem procura comprador para a sua casa. A conjuntura económica é desfavorável para cativar procura mas também a oferta de imóveis é mais elevada face ao que se passava antes da crise. Logo, quem está a pensar vender a sua casa encontra-se numa posição mais vulnerável. Os números atestam isso mesmo. Em meados do ano passado, existiam mais de 350 mil casas disponíveis no mercado imobiliário. E as expectativas não são muito animadoras para o sector. Nada aponta para que a escalada dos ‘spreads' e as restrições à concessão de crédito pelos bancos estanquem, como também a menor disponibilidade financeira das famílias portuguesas está a levá-las a adiar a decisão de comprar um imóvel. Contudo, mesmo em tempos de crise, não é de todo impossível conseguir vender casa, e quem tiver em conta alguns cuidados em todo o processo fica numa posição mais vantajosa. O Diário Económico foi falar com vários especialistas do ramo das imobiliárias para perceber que aspectos podem ajudar a encontrar mais facilmente um novo dono para a sua casa.
Miguel Poisson, director-geral da ERA Portugal, atesta a maior dificuldade que as famílias portuguesas enfrentam na altura de venderem as suas casas. "Apesar de não ser possível indicar quanto tempo a mais demora, de facto as casas levam mais tempo a serem vendidas relativamente ao que se passava há dois anos". E explica: "Como existe uma maior oferta do que a procura e limitações à concessão de crédito, os compradores levam mais tempo a comprar". A opinião de Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), vai no mesmo sentido. Contudo, este especialista acrescenta um elemento adicional relacionado com a estrutura do mercado. "Não há dúvida que demora mais tempo, mas também isto depende da zona do mercado de que estamos a falar. Se for o mercado médio/alto não acontece tanto, mas se for o mercado baixo quase que nem há mercado: aí o tempo de espera é muito mais longo", esclarece.
Num contexto de mercado tão conturbado, quem quer vender uma casa acaba por estar sempre em desvantagem. Mas, se para além disso forem cometidos alguns erros, a probabilidade de conseguir concluir um bom negócio é ainda menor. Como explica Miguel Poisson, o principal erro que as pessoas cometem é tentar vender o imóvel sem recorrer à ajuda de profissionais para evitar o pagamento de comissões: "Muitas vezes o barato acaba por sair caro". Como esclarece Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal, "se o proprietário decidir vender sozinho, poderá ter mais trabalho, gastar mais tempo pessoal e demorar mais tempo a vender o imóvel".
Mas este não é o único erro que as pessoas tendem a cometer. Como revela o presidente da APEMIP, "hoje em dia, um dos conselhos que damos às pessoas é procurarem definir um preço justo de forma a encontrar o cliente certo. Antes, havia muito a tendência para as pessoas colocarem um valor emocional nas suas casas". Mas, tal como refere o director-geral da ERA, a realidade de hoje já é diferente: "As pessoas que efectivamente querem vender já perceberam que têm de baixar os preços". Isto será pertinente sobretudo se estiverem em causa imóveis adquiridos no topo do mercado (entre 2000 e 2008). "As mais-valias que se fizeram nessa altura foram muito fortes. É um erro se as pessoas acreditarem que é possível fazer mais-valias em casas que foram compradas nesse período", alerta o responsável da ERA...
Fonte: Econômico
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Não desvalorize o imóvel
Quem deseja apressar a venda do imóvel e obter preço coerente com o mercado deve mantê-lo bem conservado. Mas isso não significa investir em reformas caríssimas. Realizar uma pintura e atualização de pisos ou azulejos até pode, mas nada que vá além disso. O ideal é deixar a reforma para quem compra o imóvel.
Muitas vezes, na tentativa de valorizar o imóvel, o proprietário acaba desvalorizando-o. A reforma para atender uma nova demanda do mercado, uma revitalização do imóvel ou atualização podem valorizá-
lo, mas é preciso cuidado com modismos e especificidades. “Os revestimentos cerâmicos de cor preta já estiveram em alta. Hoje, poucos se sentem confortáveis em um banheiro escuro. O mesmo vale para rejuntes coloridos e largos e até para sancas em gesso”, esclarece a engenheira Malú Guido, da Tecpro Engenharia.
O ideal é manter o imóvel sempre em boas condições. Impermeabilizações, ferragens, esquadrias, instalações, calhas e rufos devem ser verificados anualmente e isso não deixará o imóvel cair em desvalorização. “Pequenos consertos são sempre mais baratos e causam menos transtornos”, aponta Malú.
A mudança do desenho original da planta é sempre perigosa. Há projetos redesenhados que ganham vida, praticidade, tornam-se mais belos e, consequentemente, mais valorizados, assim como há projetos que nascem bons e, redesenhados, perdem a assinatura original. “Deve-se tomar cuidado com as especificidades pessoais. Nem tudo que o proprietário valoriza para si é reconhecido como tal pelo mercado”, alerta Malu.
Buscar auxílio de um profissional capacitado é o melhor a se fazer nessas situações. Os modismos e gostos pessoais costumam mudar com o tempo, além de não ser um padrão universal. “Não tente deixar o imóvel ‘a sua cara’. Se quer valorizá-lo, ele deverá ter a “cara do mercado”, alerta Malú.
Quando a reforma é perda de tempo
Reformar por completo o imóvel pode ser um desperdício de tempo e de dinheiro. Então, antes de sair por aí fazendo o que “der na telha”, melhor mesmo é buscar ajuda de um profissional na área para que o seu dinheiro não seja desperdiçado. “Se o cliente tiver a intenção de reformar a unidade com o único objetivo de comercialização, realmente pode ser tratado como desperdício de dinheiro, uma vez que o comprador posteriormente irá modificá-lo de acordo com seu gosto”, explica a superintendente de Desenvolvimento de Produto da Brookfield, Cíntia Martins Marquez.
As reformas nem sempre são investimento equivocado. Elas podem trazer melhorias para as unidades. Quanto ao desperdício de dinheiro, isso é relativo, uma vez que o cliente gasta em algo que realmente lhe trará bem-estar. “Porém, ele não pode gerar expectativa de que o valor gasto na reforma da unidade conseguirá ser repassado ao valor do mesmo, caso queira comercializá-lo”, analisa Cíntia.
Ao reformar, é importante pensar duas vezes antes de tomar decisões e fazer mudanças drásticas. “Modificar a parte estrutural ou transformar apartamentos de quatro quartos em um loft ocasionará, sim, uma venda baixíssima, pois o comprador gastará muito dinheiro para deixá-lo novamente parecido com a planta original”, informa Cíntia.
Júnior Valadão, gerente de Qualidade da Soltec Engenharia, garante que, ao projetar edifícios, é estudada detalhadamente a melhor opção de divisão dos ambientes para o tipo de imóvel proposto.
Quando existe possibilidade de versatilidade em algum ponto, é comum oferecerem aos clientes opção, no ato da venda, evitando assim que eles precisem, no futuro, fazer alguma reforma. Os demais projetos, de estruturas e instalações, são feitos tendo como base a planta oferecida pela construtora. “Dessa forma, fica, de fato, muito difícil fazer uma reforma completa que consiga uma melhoria, com a estrutura predefinida”, avalia.
Os detalhes que podem fazer a diferença
Existem formas de reformar o imóvel sem que ele caia de preço no mercado imobiliário. Mudanças cujo foco são o acabamento, geralmente, não trazem prejuízo. “Colocar um piso melhor que o oferecido, detalhes em gesso, painéis e adornos diversos podem valorizar o imóvel”, destaca o gerente de Qualidade da Soltec Engenharia, Júnior Valadão.
Evite eliminar banheiros extras ou diminuir a cozinha para ganhar espaço na sala ou no quarto. Esse tipo de mudança não é indicado para quem quer o imóvel de acordo com o valor de mercado. Outro erro é a conversão de closets em escritórios ou, simplesmente, diminuir a largura de corredores e números de janelas.
Existem reformas que, além de darem velocidade na venda do imóvel, podem encher os olhos do comprador. São as reformas de cunho estético. Estas podem ser modificadas, trocadas sem qualquer prejuízo. Um exemplo disso são as atualizações de pisos e cores, umidade no teto, paredes, ou seja, tudo que é básico. “O cliente pode reformar o imóvel sem causar grandes impactos. Caso queira trocar revestimentos, pintura ou retirar alguma parede que possa ser reposta facilmente, este imóvel não se desvaloriza e melhora o aspecto visual”, confirma Cíntia Martins.
Fonte: MaisComunidade.com
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